Indicadores de depressão na adolescência

A adolescência é uma fase muito complicada, onde as mudanças são uma constante e é a fase da afirmação da identidade. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) 13% dos adolescentes sofrem de depressão.

Com tantas transformações no corpo, novas responsabilidades e incertezas sobre o futuro, é normal que o adolescente tenha mudanças momentâneas de humor e se sinta mais irritado, desanimado, confuso e até incompreendido, tal como já foi referido nos artigos “Adolescência: uma reflexão para pais” e “7 comportamentos típicos de adolescente“.

Porém, quando estes estados de humor duram mais de duas semanas e impedem os jovens de fazerem a sua rotina normal, como irem às aulas, saírem com os amigos, divertirem-se, entre outras atividades, é caso para nos preocuparmos e pensarmos que algo está errado.

Existem alguns fatores que podem potenciar a depressão, como por exemplo:

  • Mudanças físicas e emocionais;
  • Pressão entre pares;
  • Medo de não corresponder às expectativas dos pais;
  • Necessidade de afirmação;
  • Dificuldade em definir a identidade;
  • Medo de não ser aceite entre os pares…

Porém, nem todos os adolescentes são iguais e cada um tem os seus próprios fatores de proteção, o que significa que cada adolescente tem a sua própria maneira de lidar e reagir a cada situação. Ou seja, dois adolescentes da mesma idade podem ter maneiras diferentes de reagir ao mesmo problema.

Contudo, existem alguns fatores de risco que podem contribuir para potenciar a depressão, como por exemplo:

  • Obesidade;
  • Baixa autoestima;
  • Problemas nos relacionamentos;
  • Bullying;
  • Ter sido vítima ou testemunha de violência física ou sexual;
  • Sofrer de anorexia ou bulimia;
  • Consumir tabaco, bebidas alcoólicas ou drogas;
  • Alteração da orientação sexual;
  • Viver num ambiente familiar instável;
  • Ter familiares com depressão, transtorno bipolar ou problemas de alcoolismo;
  • Ter um membro da família que se suicidou;
  • Ter passado por eventos traumatizantes (a morte de um familiar ou o divórcio dos pais).

Existem também alguns sintomas que, devidamente analisados poderão ser sinal de depressão, como por exemplo:

  • Falta de entusiasmo, energia ou motivação;
  • Afastamento ou isolamento de atividades sociais;
  • Confusão ou dificuldade em tomar decisões;
  • Baixo rendimento escolar;
  • Problemas alimentares;
  • Ter insónias ou dormir demasiado;
  • Baixa autoestima ou sensação de culpa;
  • Ansiedade ou medos;
  • Inquietação ou irritabilidade.
  • Sentimentos de inutilidade, culpa e autocrítica;
  • Pensamentos frequentes sobre morte e suicídio;
  • Automutilação.

A depressão é um dos problemas de saúde mental mais comuns, que tem um forte impacto na qualidade de vida das pessoas e que acarreta custos emocionais, físicos e económicos muito significativos associados ao sofrimento de quem padece e das suas famílias.


Assim sendo, se verificar estes comportamentos num adolescente, por favor procure ajuda. O primeiro passo é dar-lhe a mão, demonstrar-lhe que o compreende e que está lá para ajudá-lo. Procurem um profissional capacitado nesta área que possa intervir, como um psicólogo/psiquiatra.


Na APEXA, dispomos de um Centro de Intervenção Terapêutica, que tem serviço de Psicologia (http://apexa.org/psicologia-clinica/).
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