Atividades que estimulam a memória #6 Quebra-Cabeças

Por Cátia Évora em

O quebra-cabeça ou “puzzle”, como é chamado em inglês, é um jogo muito antigo, que ajuda a estimular a capacidade cognitiva, criativa e interação social

A sua origem continua a ser desconhecida, mas existem teorias que possam explicar como surgiu. Um delas é o cartógrafo inglês, John Spilsbury, que criou um conjunto de peças com as partes do mundo para que os seus alunos aprendessem geografia de forma divertida.  A segunda teoria é ter sido inventado pelos chineses, pois o Tangram é um jogo da china com sete peças e que possibilitam a formação de diversas figuras. No entanto, é bem diferente ao quebra-cabeças que estamos acostumados.

Este passatempo é ótimo para ajudar a criar um elo entre as famílias. Por ser um jogo que exige tempo e paciência, ele ajuda no desenvolvimento dessas competências nas relações familiares.

Alem de promover a interação social, a construção do quebra-cabeças ajuda a desenvolver diversos fatores psicomotores, tais como:

  • Noção espacial;
  • Desenvolvimento cognitivo, visual e social;
  • Coordenação motora;
  • Raciocínio lógico;
  • Criatividade;
  • Percepção;
  • Paciência.

O jogo também ajuda às pessoas que sofrem do Alzheimer. Montar pequenas peças, ter atenção aos detalhes, formar um desenho, ou seja, o quebra-cabeça é um jogo que pode ter um grau simples de dificuldade e exigir grandes habilidades para ser jogado. O grau de estímulo que ele pode proporcionar ao cérebro é de fundamental importância, uma vez, que, de modo geral, o cérebro precisa de manter-se em constante atividade para que as suas conexões estejam em perfeito funcionamento.

O quebra-cabeça reforça as conexões existentes do cérebro e incentiva a formação de novas ligações. Com isso, ajuda a melhorar a atividade e a agilidade mental. Ele estimula tanto o lado esquerdo do cérebro, com a lógica e racionalidade, quanto o lado direito, com a criatividade e a visão artística da obra. No que se refere ao lado intelectual, esta é a grande contribuição do jogo, porque incentiva diretamente as habilidades cognitivas.

Outro benefício da atividade é a relevância para o estímulo da memória, pois ele trabalha, principalmente, a de curta duração, lembrando as formas, cores, traços, encaixe e a visão completa da figura a ser reconstruída.

A habilidade de ser criativo e poder responder uma questão de forma diferente são muito valorizados e isso pode ser treinado com o quebra-cabeça. Durante o jogo, para formar o desenho, a pessoa precisa fazer uma série de tentativas de erros e acertos, até conseguir a combinação correta, elaborando teorias, testando hipóteses e mudando a sua perspetiva quando algo não dá certo. E isso leva a pessoa a ser mais adaptável e inovadora em diferentes ambientes.

A visão espacial, ou seja, a capacidade de avaliar como os objetos são organizados no espaço e a sua relação com o ambiente também é trabalhada com o jogo.

O foco e a atenção aos mínimos detalhes de formato e cores também são importantes para procurar o encaixe correto das peças. Essa mesma atenção ajuda tanto na vida pessoal, quanto profissional, pois é possível estar atento aos detalhes para a solução de possíveis problemas.

Pensando em tudo isto, alguns escritórios nos Estados Unidos deixam, por exemplo, jogos de quebra-cabeças no local de descanso de seus colaboradores para que eles possam arejar as suas mentes por alguns minutos e voltar mais estimulados ao trabalho. 

Até Breve!

Cátia Évora | Educadora Social do Projeto FLAMINGO