“Pescador de Sonhos” algarvio ganhou o Prémio AGIR da REN

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Com 10 anos de atividade, o “Pescador de Sonhos” atua na Quinta da Palmeira (um bairro social problemático, com pessoas de 23 nacionalidades diferentes), em Albufeira, desde 2013.

Chama-se “Pescador de Sonhos” e quer promover o sucesso escolar, combatendo o abandono precoce da escola. O projeto, gerido pela Associação de Apoio à Pessoa Excepcional do Algarve (APEXA), implementado em Albufeira, foi distinguido com o 3º lugar na sexta edição do Prémio AGIR, da REN, com o galardão a ter sido entregue esta terça-feira, 11 de Fevereiro.

Com 10 anos de atividade, o “Pescador de Sonhos” nasceu em Ferreiras, tendo-se estendido à Quinta da Palmeira (um bairro social problemático, com pessoas de 23 nacionalidades diferentes), em Albufeira, em 2013.

O projeto disponibiliza apoio ao estudo e ações de sensibilização para prevenir comportamentos de risco, apostando na ampla participação das famílias, através de um Gabinete de Apoio Familiar.

Este projeto oferece ainda oficinas criativas, uma carrinha itinerante para ações de alfabetização e cidadania e um estúdio comunitário, onde podem ser gravados os trabalhos musicais dos jovens.

Toda esta oferta pretende proporcionar às crianças e jovens experiências lúdicas e pedagógicas, que fomentem a continuidade no percurso escolar, sensibilizar para os comportamentos de risco, promover a alfabetização da comunidade e a integração social e empregabilidade das famílias.

Segundo Nuno Neto, presidente da APEXA, «o “Pescador de Sonhos” visa apoiar as minorias étnicas e os jovens mais vulneráveis ao insucesso e abandono escolar. Para a APEXA, a palavra crescer é fundamental numa sociedade livre e aberta e opomo-nos a qualquer estrutura social que seja diferente desse caminho».

«É uma preocupação da APEXA que o apoio do prémio AGIR da REN permita formar e educar a sociedade para lidar e encarar estes jovens como parte dela, num assumido Manifesto pela Inclusão», conclui.

Nesta 6ª edição do Prémio AGIR, o programa Apps for Good, da AICD – Associação para Inserção por Centros Digitais de Informação – CDI Portugal, foi o vencedor com um projeto que promove a criação de aplicações que façam a diferença e transformem as comunidades em que se inserem.

Em segundo lugar ficou a iniciativa “Escolas de Superpoderes”, promovida pela Associação Juvenil Transformers, do Porto, que ajuda os jovens a desenvolver competências sociais com a ajuda de mentores voluntários.