A arte pode ser considerada como um instrumento fundamental para a inclusão das pessoas com deficiência a nível cultural e social. No entanto, até aos dias de hoje nunca houve um consenso sobre o significado da arte, pois a experiencia artística, quer na produção da arte quer na receção dela, tem o poder em causar uma sensação que por vezes não pode ser explicada por palavras, sendo que cada pessoa controla as suas emoções de forma diferente. A experiencia artística provoca em qualquer pessoa a vontade de “sair fora de si” e avistar o mundo de uma maneira mais crítica. Além disso, a arte promove ambientes acolhedores em relação à diversidade e ao interpretar reações sociais, a arte revela aspetos da vida humana, ou seja, permite ao ser humano refletir e posicionar diante a questões da sua realidade na qual estamos imersos (racismo, machismo, preconceito de diversas formas, etc). Contudo, nem todos os cidadãos têm acesso à arte de maneira completa, pois existem países que as pessoas com deficiência são privadas de apreciar e praticar diversas atividades artísticas. Um dos motivos é a falta de preocupação por parte das instituições ou órgãos sociais com as acessibilidades destas pessoas.

Estar em contacto com a arte desde cedo pode ajudar a qualquer pessoa com necessidades (deficiência, insucesso escolar, isolamento, etc) a desenvolverem aspetos importantes, como o senso de criatividade, a motricidade fina, a sensibilidade, e também potencializar as capacidades intelectuais. A arte de rua (grafite) que muitos dos jovens em situação de risco ou de bairros sociais utilizam é considerada como uma voz de expressão, onde partilham os seus sentimentos ou pensamentos sobre a realidade que os rodeia.

“A arte não reproduz o que vemos. Ela faz-nos ver.” (Paul Klee)