7 comportamentos típicos de adolescente

Por Ana Revés em

Ao contrário do que se possa pensar, o cérebro não nasce pronto: transforma-se ao longo dos anos. E é na adolescência que o cérebro muda mais ainda, e, com ele, muda o jeito de pensar, sentir e agir daqueles que, até então, eram crianças bastante dependentes dos pais. É por isso, esperado que os adolescentes desenvolvam novas habilidades, ao mesmo tempo que ainda são tão imaturos para outras.

Também as reações emocionais se alteram nesta fase da vida e há algumas atitudes dos adolescentes que costumam deixar os pais com os cabelos em pé! Como por exemplo:

1. A impulsividade: agir por impulso é uma característica do córtex pré-frontal ainda imaturo, que confere, aos jovens, dificuldades de controlo, de planeamento e de tomada de decisão. Eles apresentam uma perceção alterada do tempo: hipervalorizam o momento presente, mostrando-se pouco tolerantes à espera e tornam-se incapazes de fazer planos. Por isso, normalmente deixam as tarefas escolares para a última hora, mas as saídas com os amigos continua a ser prioritárias.

2. O risco: é importante que os pais ensinem os filhos a tomar boas decisões, uma vez que é um elemento fundamental na educação de um jovem. As regras e os limites impostos pelos pais são fundamentais para, de algum modo, prevenir determinados riscos, pois esta é uma fase em que os mesmos tendem a arriscar novas situações e sentem alguma necessidade de experimentar e pertencer a outros grupos, podendo assumir comportamentos de oposição, comportamentos auto-lesivos, comportamentos antissociais, entre outros.

3. A desarrumação: a desarrumação é um problema que aumenta com a adolescência, uma vez que os jovens obedecem menos aos pais e têm outros/novos interesses. Há que dar um desconto, mas devem impor regras no que diz respeito à arrumação. A ordem e a arrumação devem ser estimuladas desde a infância, pois comportamentos adotados desde cedo acabam por ser adotados de forma automática e contínua.

4. As mudanças de humor: há mudanças de humor que por vezes criam oscilações e novas sensações, desejos, necessidades e influenciam o adolescente a nível comportamental, emocional e social. Na adolescência, os jovens são vulneráveis à opinião dos outros, uma vez que estão em constante mudança, e para os pais, certas atitudes podem ser alvo de conflito. A melhor forma de lidar com isso é com afeto, compreensão e bom senso.

5. As discussões: a adolescência é uma fase de maior independência, em que os jovens julgam que a figura do adulto não é importante. Esta independência desejada nem sempre é bem vista pelos pais, o que pode gerar mais discussões e faltas de compreensão de parte a parte. Para isso, os pais devem estabelecer um nível de comunicação com os filhos capaz de os perceber.

6. As influências dos amigos: nesta fase, os jovens sentem-se incompreendidos, independentes e incapazes de receber críticas. O grupo é como se fosse a sua “família”. Se há um problema, é aos amigos que recorrem. Os pais devem adaptar mais uma vez a sua forma de comunicar com o adolescente, dar-lhe algum espaço para aceitar a opinião contrária e ter uma capacidade de negociação assertiva.

7. O sexo precoce: o sexo é uma parte importante no processo de maturação do jovem. A adolescência é a altura da descoberta do prazer e das sensações. No entanto, este ainda é um assunto tabu entre alguns pais e filhos, e pouco encarado como um assunto natural e importante na vida de uma pessoa. Porém, é um tema que deve ser introduzido pelos pais, de forma a evitar alguns comportamentos de risco.

A adolescência é, portanto, uma fase tão desafiadora quanto prazerosa, que precisa de ser vivida na sua plenitude. Já todos passaram por ela, e por isso, resta tolerar as mudanças, estimular a autonomia dos filhos, informá-los sobre as consequências de seus comportamentos e, principalmente, dedicarem-se à construção de vínculos fortes com eles.